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Segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tecnologias digitais de relacionamento na atividade turística

por Otavio Demasi

70 milhões de brasileiros – 2009 – estão conectados via internet; isso significa mudança, mudança e mais mudança no planejamento estratégico de qualquer empresa e até mesmo do prestador de serviço: Twitter, You Tube, Orkut, Facebook, Google, Blogger, Linked In, Flickr, é tão recente que deixa perplexo e atônito todo mortal à frente de qualquer negócio, ainda mais quando se trata com pessoas. A comunicação saiu das mãos dos comunicadores, jornalistas, gerentes de marketing, parando nas mãos dos consumidores, através dessas novas mídias e dos milhões de blogueiros por todo o planeta, além do data base, data center, crm, IP, etc.

O olhar de quem decide, visando realizar negócios, conseguir formadores de opinião, espaços com citações, ser bem lembrado na rede de computadores, não é tarefa tão simples, embora não tenha custos tão altos à priori, pois a ferramenta faz parte do dia-a-dia de milhões e já tem seu custo coberto nas despesas operacionais, seja empresarial ou caseira. A internet é um compartilhamento total; seu conteúdo no geral é colaborativo, é de alcance mundial, tendo o poder de construir e destruir ao mesmo tempo, com seu alcance planetário, influindo em compradores e não compradores.

Importante é conhecer e classificar ao máximo o consumidor, por isso se faz necessário ter banco de dados, com minúcias, sempre atualizadas, pois o comportamento de quem consome muda tanto quanto muda o mundo digital. A exigência do consumidor aumentou e muito e o trabalho on-line em muito pode agilizar os negócios, contatos, respostas, informações, pois pode-se “estar próximo ao consumidor”, garantindo a sua fidelização, sabendo de suas  opiniões, queixas, sugestões e mesmo vontades e desejos antecipadamente para melhor atendê-lo, conquistando o seu coração e bolso. A internet ajuda a fidelizar a clientela, desde que façamos dela nossos parceiros e estejamos sempre plugados, solicitando sempre sua participação, respondendo aos seus anseios e necessidades, trocando e buscando idéias dos internautas. A possibilidade de ampliar nosso universo de consumidores é infinita, mas devemos ter em conta a nossa capacidade de absorção de novas demandas e primordialmente preenchendo os vácuos de consumo onde sofremos quedas de vendas durante épocas específicas, justamente para evitar que o comprador(a) habitual, seja simplesmente trocado por outro, evitando o seis por meia dúzia.

A prospecção do mercado, também pode nos levar a implementar novos serviços, ampliar instalações, buscar novos parceiros, trabalhar nichos segmentados, mas antes de tudo, devemos entender quem está do outro lado da tela, quais suas sutilezas, qual o seu montante de gasto, seus hábitos, o que pensa, como compra, o que quer comprar, quando e quanto, o que quer receber e como quer ser atendido, entre outros. É sabido que é uma grande massa; são 70 milhões de internautas, temos também 20 milhões que emergiram para a classe média e pouco ou quase nada sabemos dos seus hábitos de consumo. A ferramenta está à disposição; mas é preciso trabalhar com esmero e profissionalismo.

Otavio Demasi

Jornalista, consultor e professor de turismo há mais de 30 anos, com atuação nas áreas pública e privada em todo país. E-mail para contato: odtur@ig.com.br » Outros artigos de Otavio Demasi





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